Plano de açãoO papel essencial do engenheiro eletrotécnico na transição energética e na eletrificação da economia
O sucesso da transição energética e da eletrificação da economia em curso, dependerão, em parte, da imprescindível colaboração do(a)s Engenheiro(a)s Eletrotécnico(as), seniores mas sobretudo jovens, com adequada formação e qualificação, e sobretudo com uma elevada ética profissional e um espírito de missão na luta contra as alterações climáticas. O contributo essencial da Engenharia Eletrotécnica neste processo deve fazer-se- através da participação ativa da Ordem dos Engenheiros, com o apoio do Colégio de Engenharia Eletrotécnica, em debates e palestras dentro e fora da Ordem, bem como na elaboração de pareceres, que permitam contribuir para a sensibilização e clarificação da importância, no processo em curso, duma prática profissional e qualificada dos atos de Engenharia Eletrotécnica, e contribuir igualmente no debate legislativo construtivo no setor elétrico, para que o planeamento, projeto, licenciamento, construção e exploração das instalações elétricas, de primordial importância para a segurança de pessoas e bens e para a garantia da segurança do sistema elétrico nacional e europeu, seja o mais eficaz e eficiente possível.
Por outro lado, o ecossistema digital, em contínua transformação e profundamente transformador, constitui hoje um fator de integração e coesão social. As telecomunicações, a automação e a eletrónica, são hoje cada vez mais percecionadas como áreas fundamentais para estruturar e alicerçar este processo. A integração em rede e a interdependência de dispositivos e sistemas, muitas vezes de natureza multidimensional apresentam, nestes domínios específicos e de forma transversal, desafios únicos à engenharia nacional.
Assim, propõe-se as seguintes linhas de ação:
1. Organização de debates e palestras internos e/ou ações de formação, em colaboração com as estruturas regionais do Colégio e de Especializações da Ordem, que possam servir de esclarecimento e formação sobre questões profissionais da atualidade no âmbito da especialidade do Colégio, incluindo as relativas a novos Regulamentos da Ordem dos Engenheiros e à formação habilitante
2. Abordagem, através das estruturas regionais do Colégio, de Instituições de Ensino Superior locais, que lecionem na área da Engenharia Eletrotécnica, sugerindo a possibilidade de se realizarem ações de sensibilização ao papel da Ordem dos Engenheiros e ao novo processo de admissão
3. Participação em debates e palestras externos, que permitam contribuir para a sensibilização e clarificação da importância, no processo de transição energética e de eletrificação da economia em curso, e da transição digital, duma prática profissional e qualificada dos atos de Engenharia Eletrotécnica
4. Aprofundar a participação na Convention of National Associations of Electrical, Electronic and Information Technology Engineers of Europe (EUREL) e no respetivo Young Engineering Panel (YEP), para fortalecer a presença dos Engenheiros Eletrotécnicos portugueses, em particular dos mais jovens, na Europa e promover a integração nacional de práticas inovadoras no contexto da transição energética e digital
5. Promover o envolvimento e a inclusão dos jovens engenheiros, incentivando a sua participação na organização de eventos e iniciativas do Colégio
6. Continuar com a promoção de artigos técnicos produzidos pelos Membros para inserção na revista da Ordem, bem como continuar com as ações de produção de notícias de divulgação tecnológica
7. Promover canais de maior diálogo entre o Colégio e os seus Membros
8. Reconhecer profissionais que se notabilizam na prática da engenharia eletrotécnica, valorizando e distinguindo a profissão e as obras de engenharia concebidas e realizadas por portugueses, no âmbito dos novos Prémios Nacionais da Ordem dos Engenheiros.