A Ordem dos Engenheiros juntou em Porto de Mós, no dia 18 de julho, o seu Conselho Diretivo Nacional, a totalidade das suas Delegações Distritais e a Delegação Insular da Ilha Terceira, por ocasião da sua XII Convenção.
Este evento reuniu, assim, cerca de 50 Delegados oriundos de todos os distritos continentais e também da Ilha Terceira, nos Açores, com o objetivo de refletir sobre as problemáticas locais e regionais da engenharia, bem como as oportunidades e desafios que se colocam a nível distrital e insular.
No início da sessão, o Bastonário Fernando de Almeida Santos passou em revista os principais eixos estratégicos delineados para o atual mandato, tendo demorado a sua intervenção na questão da regulamentação dos atos de engenharia para as especialidades em que tal ainda não sucede, e na concretização do objetivo de sintonizar a "Engenharia a uma só voz”, através da agregação das duas associações públicas profissionais que atualmente representam a profissão.
O Bastonário focou ainda a sua atenção na carência de engenheiros sentida no país em algumas áreas da engenharia, bem como a dificuldade na atração e retenção destes profissionais na administração pública, em particular nos municípios, situação agravada pela ausência de uma carreira específica para engenheiros nas autarquias.
Jorge Vala, Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, presente na abertura dos trabalhos, confirmou a dificuldade na contratação de engenheiros. "Temos concursos abertos para engenheiros civis e do ambiente e não conseguimos recrutar. Torna-se muito difícil gerir a autarquia com este tipo de limitações”, afirmou o responsável, tendo mesmo comungado do espírito de que é "fundamental criar uma carreira municipal para os engenheiros”.
A maioria dos representantes das Delegações caracterizou o seu distrito, apresentou os projetos previstos para a sua região e elencou as principais atividades realizadas pela sua delegação distrital. Contudo, os baixos salários, a dificuldade na retenção de profissionais e os problemas relacionados com os custos da habitação foram temáticas dominantes.
Ainda durante a sessão, Fernando de Almeida Santos recordou que a Ordem dedica 2025 à temática da coesão territorial. "Somos um país muito pequeno, mas muito diverso. Com realidades muito diferentes, desde o Minho ao Algarve, passando pelas regiões insulares”, caracterizou, tendo adiantado que "gostaria de ser um contributo para a concretização desta coesão territorial. Uma coesão com garantias de investimentos mais equilibrados entre litoral e interior, entre as principais cidades do país e as restantes regiões. Quanto mais se fizer fora dos grandes centros urbanos, mais dignificada ficará a nossa condição enquanto associação profissional”, remata.
Para além da sessão de trabalho, o programa da Convenção contemplou ainda uma componente cultural, especialmente dedicada ao aprofundamento do conhecimento do episódio da Batalha de Aljubarrota, que ocorreu na região. Neste âmbito, a Ordem contou com o apoio da Fundação Aljubarrota, na organização de uma visita acompanhada ao campo de batalha,
de um jantar temático e na visualização do espetáculo multimédia designado de "A Batalha Real”. Para o dia seguinte ficou reservado um passeio guiado pela vila de Porto de Mós.
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