O Conselho Diretivo Nacional deliberou dedicar o ano 2026 às áreas da Defesa e Segurança, bem como à crescente relevância que a Engenharia tem, nas suas múltiplas especialidades, na abordagem sistémica destes temas, de grande complexidade e atualidade.
A engenharia é, cada vez mais e de forma cada vez mais multidisciplinar, um pilar estratégico nas áreas da defesa e da segurança, fornecendo as bases técnicas e científicas para o desenvolvimento, a manutenção e a modernização de sistemas essenciais à proteção das nações e das suas comunidades.
Desde infraestruturas críticas a equipamentos de alta complexidade, só com o envolvimento da engenharia e com processos de inovação é possível garantir soluções eficientes, seguras, resilientes e adaptadas aos desafios contemporâneos.
Os/as engenheiros/as desempenham um papel fundamental na conceção de tecnologias de defesa, como sistemas de comunicação, vigilância, cibersegurança, veículos especializados e soluções energéticas resilientes. A sua capacidade de inovar, analisar riscos e resolver problemas complexos contribui diretamente para o aumento da capacidade operacional e para a prevenção de ameaças, tanto no domínio físico, como no digital e cibernético.
Mas a atuação dos engenheiros na defesa e segurança vai além do desenvolvimento tecnológico, envolvendo também a gestão, a sustentabilidade e a ética no uso das tecnologias. Ao aliarem conhecimento técnico à responsabilidade social, os engenheiros ajudam a assegurar que as soluções adotadas promovam a segurança coletiva, a soberania nacional e a proteção das pessoas e bens, reforçando o papel da engenharia como elemento indispensável para a estabilidade e o progresso da sociedade.
Assim, durante 2026, serão desenvolvidas diversas atividades que terão como objetivo debater todas estas questões e demonstrar boas práticas e casos de sucesso na aplicação da Engenharia na Defesa e Segurança a nível nacional e supranacional.