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“Rotas do Bastonário – Engenharia em Movimento” percorreram os Açores e destacaram o papel da Engenharia no território

31 Ago 2026
“Rotas do Bastonário – Engenharia em Movimento” percorreram os Açores e destacaram o papel da Engenharia no território

Entre 25 e 29 de agosto, uma comitiva da Ordem dos Engenheiros percorreu várias ilhas do arquipélago dos Açores no âmbito das "Rotas do Bastonário – Engenharia em Movimento”, numa jornada dedicada a conhecer projetos, empresas, infraestruturas e iniciativas que evidenciaram o contributo da Engenharia para o desenvolvimento económico, social e sustentável da Região.

Ao longo de cinco dias, a comitiva passou pelas ilhas de São Jorge, Corvo e Flores, contactando diretamente com diferentes realidades e desafios do território insular. Da indústria agroalimentar à habitação, da energia às infraestruturas portuárias, passando pela valorização do património, pelo empreendedorismo e pela gestão de resíduos, a iniciativa mostrou a diversidade da intervenção da Engenharia e a sua importância para as comunidades açorianas.

Em São Jorge, a Rota teve início na Fábrica de Queijo de São Jorge da Uniqueijo, onde tradição e modernização se cruzaram na produção de um produto com Denominação de Origem Protegida. A comitiva prosseguiu para a Fábrica de Conservas de Santa Catarina, que se destacou pela valorização dos recursos do mar, pela inovação e pela sua forte presença nos mercados nacional e internacional.

A jornada em São Jorge terminou no Loteamento dos Castelestes, onde a comitiva conheceu a construção de quatro habitações destinadas à classe média, num investimento de 191 mil euros por habitação, financiado pelo PRR. A intervenção procurou reforçar a oferta habitacional e responder às necessidades da população.

No Corvo, a mais pequena ilha dos Açores, as "Rotas do Bastonário” deram a conhecer projetos ligados à preservação da identidade local, ao desenvolvimento económico e à segurança energética. A comitiva visitou o Ecomuseu do Corvo, incluindo a Casa do Tempo e a Casa da Memória, espaços dedicados à preservação e valorização da história e do património da comunidade.

A visita às infraestruturas energéticas daquela ilha incluiu a Central Termoelétrica, o Parque Eólico, com 150 kW de capacidade, e o Parque Fotovoltaico, também com uma capacidade total de 150 kW. Estas infraestruturas demonstraram a aposta do Corvo na segurança do abastecimento e na diversificação das fontes de energia, com recurso crescente às energias renováveis.

A comitiva conheceu ainda duas obras municipais: a Incubadora de Empresas, destinada a dinamizar negócios locais de produtos e serviços, e o Mercado Municipal, projetado para acolher bancas de frutas e legumes, carne e peixe. As duas intervenções valorizaram o património edificado, reforçaram os serviços à população e criaram novas oportunidades para a economia local.



Na ilha das Flores, a comitiva visitou o Centro de Processamento de Resíduos, onde tomou contacto com os desafios específicos da gestão, valorização e encaminhamento dos resíduos num território insular. A visita permitiu destacar a importância de soluções eficientes e sustentáveis para a gestão ambiental do arquipélago.

A passagem pelas Flores terminou junto a uma das maiores obras de infraestrutura do arquipélago: a renovação do Porto das Lajes das Flores. Com um investimento de cerca de 300 milhões de euros e um prazo de execução de 60 meses, a obra encontra-se no 16.º mês de execução. A intervenção destina-se a recuperar a operacionalidade de uma infraestrutura portuária fundamental para a ilha, após os danos provocados pelo Furacão Lorenzo e pela Depressão Efrain, envolvendo operações de elevada complexidade técnica e marítima.

Ao longo das "Rotas do Bastonário – Engenharia em Movimento”, a comitiva contactou com diferentes áreas de intervenção da Engenharia — indústria, produção agroalimentar, recursos do mar, habitação, energia, ambiente, gestão de resíduos, património, empreendedorismo e grandes infraestruturas.

A iniciativa permitiu conhecer de perto os desafios das comunidades açorianas e evidenciou o papel dos Engenheiros na construção de soluções adaptadas às características de cada ilha, contribuindo para um território mais resiliente, sustentável e preparado para o futuro.

As "Rotas do Bastonário” terminaram, assim, com uma visão reforçada sobre a importância da Engenharia no desenvolvimento dos Açores e sobre a sua capacidade para responder aos desafios da insularidade e melhorar a vida das comunidades.

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