Engenharia de Agentes de IA: Infraestrutura, Raciocínio e Automação

12 Jun 2026
Engenharia de Agentes de IA: Infraestrutura, Raciocínio e Automação
A Região Madeira da Ordem dos Engenheiros (RMOE), através do Grupo de Trabalho da Especialidade de Engenharia Informática, em parceria com a Faculdade de Ciências Exatas e da Engenharia da Universidade da Madeira, o Interactive Technologies Institute e o Madeira N-Lincs, promoveu uma Tarde de Engenharia dedicada ao tema "Engenharia de Agentes de IA: Infraestrutura, Raciocínio e Automação”.

A apresentação esteve a cargo dos Engenheiros Fábio Mendonça e Diogo Nuno Freitas, professores na Faculdade de Ciências Exatas e da Engenharia da Universidade da Madeira.

Foram abordados os seguintes pontos: 
• Arquitetura e infraestrutura para a execução de agentes autónomos;
• Engenharia de contexto e gestão de memória;
• Modelos de raciocínio, planeamento e decomposição de tarefas;
• Orquestração multi-agente e fluxos de trabalho colaborativos;
• Integração com ferramentas externas e automação de processos em tempo real.

Principais conclusões de interesse público:
• A inteligência artificial está a evoluir de modelos de linguagem simples para agentes autónomos. Estes agentes não se limitam a responder a perguntas. Eles planeiam e executam ações para atingir objetivos solicitados pelos humanos. 
• O desenvolvimento destes sistemas foca-se na segurança através da implementação de limites operacionais (guardrails). Estes mecanismos definem regras e restringem as ações dos agentes. A utilização destes limites ajuda a evitar comportamentos inesperados e permite um controlo sobre as decisões da máquina.
• A resolução de problemas complexos beneficia da utilização de sistemas multi-agente. Nestes sistemas, vários agentes colaboram e dividem tarefas entre si de forma autónoma.
• A automação real de processos surge com a integração dos agentes com ferramentas externas. A capacidade de interagir com bases de dados e outras aplicações permite que a tecnologia complete ciclos de trabalho inteiros. Esta conectividade permite que os agentes de IA tenham utilidade prática e real no dia a dia das organizações.